A evangelização não conhece limites

Bispos brasileiros falam sobre missão da Canção Nova e seu valor para a Igreja

Há 30 anos a Canção Nova está a serviço da Igreja. Foi logo no início dessa obra de Deus que Dom Antônio Afonso de Miranda, na época, Bispo de Lorena, apontou a missão da futura comunidade de consagrados. O caminho foi trilhado e o crescimento surpreendeu o prelado. “Não imaginava que aquele pedido fosse se transformar no que a Canção Nova é hoje. Não pensava que dali ia sair uma ‘fundação de Igreja’ que a Santa Sé iria aprovar”, comemora.

Em 1975, quando monsenhor Jonas Abib, sacerdote na época, realizava os primeiros trabalhos de evangelização com os jovens, Dom Antônio, com a recém-publicada Encíclica “Evangelii Nuntiandi” em mãos, o chamou e lhe fez o seguinte pedido: “Eu acho que você deve, no seu movimento, procurar evangelizar os jovens por intermédio dos meios de comunicação”.

Fundada em Lorena, interior de São Paulo, a Canção Nova trouxe muitos benefícios para a Diocese local, segundo o atual Bispo, Dom Benedito Beni. “Basta abrir os olhos e a gente percebe que a Diocese de Lorena seria diferente se não houvesse a Canção Nova; de certo modo, a própria Igreja Universal seria diferente”, ressalta.

O prelado também destaca que “a Canção Nova surgiu para evangelizar, sobretudo, por meio dos ‘novos púlpitos’, como dizia João Paulo II, que são os meios de comunicação. Através do Reconhecimento Pontifício, o Papa faz um discernimento, diz para toda a Igreja que a Canção Nova é um verdadeiro carisma; é um dom do Espírito Santo. Aprova o caminho que ela seguiu até hoje e pede que continue seguindo o mesmo caminho daqui para frente”.

Missionários

Monsenhor Jonas e o começo da Canção Nova

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, recorda que a Canção Nova era muito pequena quando a conheceu. Lembra-se da época em que a comunidade católica ganhou o primeiro gravador e destaca o profissionalismo alcançado hoje.

“O Papa Paulo VI dizia que nós seremos cobrados pelas gerações futuras pelo bom ou mau uso que fizermos dos meios de comunicação. E a Comunidade Canção Nova deu passos significativos para fazer a própria Igreja no Brasil acordar para a necessidade de ser um pouco mais profissional na utilização das novas tecnologias a fim de anunciar a mensagem do Evangelho”, ressalta.

Bispo amigo da Canção Nova, como ele mesmo se diz, Dom Eduardo Benes conheceu essa obra de Deus de perto, quando antecedeu Dom Beni na Diocese de Lorena. O prelado afirma que “a Comunidade Canção Nova dá um testemunho de fé que aparece nos meios de comunicação, mas que tem uma base interna de muita vida de oração. Isso tudo me fez ter por ela uma grande estima”.

Segundo ele, a obra fundada pelo monsenhor Jonas Abib traz uma contribuição inestimável. “A gente não sabe nem avaliar, mas eu tenho certeza de que um número imenso de fiéis se tornou mais cristão”, enfatiza. Dom Eduardo explica que conhece muitas pessoas que não conseguem ir à Santa Missa, mas acompanham a CN. “Ela acaba sendo uma luz, uma força para essas pessoas, muitas vezes, doentes; outras vezes, com problemas de solidão”.

O atual presidente da Pastoral da Comunicação da CNBB, Dom Orani João Tempesta, destaca, ainda, o papel catequético do Sistema CN de Comunicação: “Com o uso de todos os meios disponíveis para evangelizar é possível ver o fruto da possibilidade de crescimento maior do nosso povo, da educação na fé, dessa educação a distância que acontece, em grande parte, através da mídia”.

Monsenhor

Canção Nova: uma Obra de Deus

O mesmo afirma o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, ao destacar que “ter um meio de comunicação como a CN, com seu sistema, ajuda muito a que nós, como Igreja Católica, neste mundo imenso que é a cidade de São Paulo, não submerjamos no silêncio”.

Dom Odilo explica que “cada meio de comunicação multiplica a capacidade da Igreja de chegar à casa das pessoas e acompanhar suas vidas. Por isso, nós temos que fazer todo o possível para estar presentes nos meios de comunicação, e até mesmo apoiar os que estão ligados à Igreja para que eles possam ajudá-la a fazer o seu trabalho”.

Com o Reconhecimento Pontifício, a responsabilidade da Canção Nova é multiplicada, segundo o Arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira Corrêa, também assistente da Fraternidade das Novas Comunidades, porque “a evangelização não conhece limites e temos que chegar até os confins da terra. Ninguém pode ficar fora do alcance deste amor de Deus porque somos instrumentos desse amor para chegar a outras pessoas”.

O Arcebispo de Palmas acredita que uma comunidade só pode ser um agente autêntico de evangelização se tiver uma espiritualidade consistente. “Daí entendermos como a CN trabalha na formação espiritual dos seus membros e, também, como contribui para formar espiritualmente tantas e tantas outras pessoas por este mundo afora”.

Dom Antonio, que apontou o início da missão da Canção Nova, vê a obra chegar à maturidade e aposta em novos horizontes:

”Vá em frente quanto mais puder ir! Sempre em frente, cada vez mais! Porque a obra é de Deus. Não tenha medo de caminhar. Quando reconhecemos algo como uma obra de Deus que está transformando e mudando a sociedade, vamos fazer. E a Canção Nova tem ido em frente”.

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